O Consórcio Internacional do Genoma do Cancro identificou as mutações genéticas que geram os 30 cancros mais comuns, um passo considerado importante para a prevenção e o tratamento destas patologias, noticiou esta quarta-feira a agência Efe.

O estudo, possível graças ao trabalho desenvolvido por equipas de investigação de 14 países, permitiu analisar mais de sete mil genomas tumorais e descobrir mais de 20 processos diferentes de mutação genética, na origem dos 30 tipos de cancro mais comuns.

Em comunicado citado pela Efe, os investigadores espanhóis que participaram no trabalho destacaram, como um «avanço importante», a compilação exaustiva dos processos de mutação que provocam o desenvolvimento de tumores, assinalando que o estudo poderá ajudar na prevenção e no tratamento futuro de diversos cancros.

A investigação permitiu identificar os processos biológicos subjacentes ao desenvolvimento da maioria das mutações genéticas e revelou que, enquanto alguns tumores são causados apenas por dois padrões mutacionais, outros podem ser por seis, o que indica uma maior complexidade.

Os cientistas lembram que todos os cancros são gerados por mutações no ADN (código genético) das células do organismo.