O Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV) aumentou em 12% a produção cirúrgica no primeiro semestre deste ano, em termos homólogos, disse hoje fonte hospitalar.

Segundo dados da instituição, que inclui os hospitais de Aveiro, Águeda e Estarreja, nos primeiros seis meses de 2013 foram realizadas 6.033 cirurgias, mais 643 do que no mesmo período em 2012.

A cirurgia de ambulatório foi a que mais cresceu, registando um total de 2.733 intervenções, mais 820 do que no período homólogo.

Em termos de ambulatório, as especialidades de Oftalmologia e de Cirurgia Geral foram as que mais cresceram, com aumentos de 48% e 34%, respetivamente.

De seguida, a especialidade de Ortopedia aumentou em 13% a sua produção cirúrgica, com um total de 1.649 intervenções realizadas no primeiro semestre do corrente ano, contra 1.434 realizadas no ano passado.

Segundo o CHBV, este aumento da produção cirúrgica resulta da otimização dos três blocos cirúrgicos do Centro Hospitalar e vem comprovar que a gestão conjunta de três instituições e a organização por Departamentos Clínicos «gera ganhos quer para os utentes, quer financeiros».

A par do aumento da produção cirúrgica, a direção do Centro Hospitalar destaca a diminuição para mais de metade do número de utentes transferidos para outra instituição através do Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC).

«No primeiro semestre deste ano foram apenas 222 os doentes que acederam ao SIGIC, por terem sido sujeitos atempadamente às intervenções cirúrgicas de que necessitavam numa das três instituições do CHBV», refere uma nota do centro hospitalar.

Com a requalificação em curso do Bloco do Hospital de Águeda, que deverá estar concluída no final deste mês, a instituição estima que a curva da produção continue a subir.

«Com os três blocos a funcionarem com as condições adequadas, prevemos que, no segundo semestre deste ano, se consiga um aumento na produção cirúrgica global na ordem dos 25%», disse o diretor do Departamento Cirúrgico do centro hospitalar, Manuel Mariano.

O mesmo responsável acrescenta que «a motivação dos profissionais tem sido essencial para conseguir aumentar a resposta e a diferenciação da prestação».

O Bloco Operatório de Águeda é o último a receber obras de requalificação, já que os Blocos de Aveiro e Estarreja já tinham sofrido uma intervenção nos últimos dois anos.