Um pesadelo chamado Galaxy Note 7. Pela segunda vez, problemas relacionados com a bateria deste smartphone obrigaram a gigante sul-coreana Samsung a tomar medidas e, agora, isto significa mesmo o fim da produção do aparelho, em definitivo. A empresa pediu a quem tem o telemóvel para o desligar e apelou aos seus parceiros para pararem as vendas, enquanto são investigados dois novos casos em que o smartphone se terá incendiado.

Em setembro, relatos de que a bateria do Galaxy Note 7 tinha explodido levaram a Samsung a recolher 2,5 milhões de telemóveis deste modelo. As condições de segurança foram revistas e o smartphone foi novamente colocado à venda. Todavia, os problemas não terão sido resolvidos.

Há pelo menos dois novos casos em que o telemóvel, depois de substituído o original, se terá incendiado. Os dois incidentes ocorreram recentemente no estado norte-americano do Kentucky.

Na cidade Nicholasville, um homem disse ter acordado com o quarto cheio de fumo, depois de o telemóvel ter ardido durante a noite. Noutra situação, um telemóvel incendiou-se num voo doméstico, da companhia Southwest, que fazia a ligação entre Louisville, Kentucky, e Baltimore, Maryland. O avião teve de ser evacuado.

A Samsung informou os consumidores que já está a investigar os dois casos e pediu aos utilizadores que desliguem o aparelho.

“Os consumidores que têm um Galaxy Note 7 original ou um que já é uma substituição devem desligar e deixar de usar o aparelho”, sublinha a companhia num comunicado.

Na Coreia do Sul, os órgãos de comunicação avançaram que a empresa ia deixar de produzir o modelo definitivamente, o que se veio a confirmar em comunicado oficial.

Antes deste anúncio, a empresa sofria já uma forte queda na Bolsa de Seul – onde as ações da companhia caíram 8,04% - a maior perda de valor em oito anos.

São péssimas notícias para a tecnológica. O Galaxy Note 7 foi lançado semanas antes do iPhone 7 com o intuito de rivalizar com o smartphone da Apple, mas vários analistas consideraram o modelo como um “produto catastrófico”.

Os novos incidentes podem afetar drasticamente a imagem da marca e, consequentemente, a sua posição competitiva no mercado dos smartphones. Há quem vá mais longe e admita que está em causa a confiança na generalidade dos produtos Samsung.