Têm assinatura, sobretudo, do Japão, mas alguns também vêm da China e da Alemanha: robôs que celebram casamentos, robôs ajudantes de cozinha, robôs auxiliares em cirurgias. Ou seja, robôs que fazem tudo e mais alguma coisa (ou quase).

Alguns protótipos têm o selo de universidades, como a de Tóquio, e de outras organizações científicas e industriais.

Um casal japonês, Tomohiro Shibata e Satoko Inoue, decidiu mesmo usar um robô para celebrar o seu casamento e servir de testemunha. Escolheram o I-Fairy, da empresa japonesa Inoue, precisamente porque a paixão entre ambos começou pelo interesse que tinham pelo trabalho com robôs.


                                             (Foto: Reuters)

Algumas marcas como a Toshiba também estão a desenvolver robôs em forma humana para, por exemplo, estarem à frente de uma receção. Esta é, de resto, uma das últimas invenções, com a Aiko Chihira, assim se chama a máquina, a receber os clientes na Mitsukoshi, como se vê nesta imagem: 


                                                   (Foto: Reuters)

A inovação na robótica está a afinar quer funcionalidades, quer a interação com os humanos, quer os idiomas que permitem estabelecer a comunicação.

Já foi testado, até, um robô em Kyoto, parte de uma experiência da japonesa ATR, que tem como objetivo ajudar os idosos com as suas tarefas. As máquinas chegam a cumprimentar os clientes à entrada da loja, segue o seu ‘dono’ pelos corredores, segura a cesta de supermercado e lembra os itens da lista de compras, previamente incorporada num dispositivo móvel específico.


                                                 (Foto: Reuters)

Outro exemplo vem da Alemanha, em Hannover, foi utilizado um protótipo robótico para cozinhar uma sopa de caranguejo num stand da maior feira de tecnologia industrial do mundo, a Hannover Messe. 

Mesmo na medicina, já se testa a presença de robôs em cirurgias. Recentemente, o físico e futurista Michio Kaku defendeu, de visita a Portugal, que o desenvolvimento da inteligência artificial e a omnipresença da Internet permitirão reduzir de forma significativa os custos com os cuidados médicos.

E foi mais longe, antecipando que os "médicos robôs" estarão "disponíveis para responder a todas as nossas questões, quase de graça". Isto representará, frisou, uma "revolução médica". Poderá o futuro passar mesmo por estas máquinas?