Uma universidade americana pesquisou «dentro» do nosso ADN, aquela que é a nossa assinatura e nos torna únicos, e, com isso, descobrir por que razão envelhecemos.

O estudo da UCLA, da Califórnia, «entrou» no genoma e a investigação cada vez mais profunda a estas células pode trazer uma revolução no estudo das células cancerígenas.

O trabalho foi publicado esta segunda-feira na revista «Genome Biology» e, como o «El Mundo» revela, esta é a primeira a identificar um relógio interno capaz de medir com precisão a idade de vários órgãos, tecidos e tipos de células.

E aqui surge a novidade: o relógio indica que algumas partes da anatomia, tal como o tecido da mama das mulheres, a idade corre mais rápida do que o resto do corpo.

«O tecido saudável da mama é dois a três anos mais velho do que o resto do corpo de uma mulher. Se uma mulher tem cancro da mama, o tecido saudável perto do tumor tem, em média, mais de 12 anos que o do resto de seu corpo».

Os resultados podem explicar por que o cancro de mama é mais comum em mulheres e pode explicar por que a idade é um fator de risco para muitos tipos de cancro em ambos os sexos.

Steve Horvath, professor de Genética Humana na Escola de Medicina da UCLA e Bioestatística da Escola de Saúde Pública da UCLA, levou quatro anos a chegar a estas conclusões e analisou mais de oito mil amostras.