Tyler Droll e Brooks Buffington tiveram a ideia aquando da realização de uma pós-graduação na Furman University, na Carolina do Sul, Estados Unidos, iniciando no mesmo local o projeto que rapidamente se espalhou a outros campos universitários.

«Os utilizadores podem pensar nesta ideia como um local, um Twitter anónimo ou um local de avisos virtuais», afirma Droll.

No Yik Yak podem ser publicadas mensagens de texto, também chamadas de «yaks» e estas podem ser votadas pelos «yakkers» como positivas ou negativas. Os votos ajudam a classificar as publicações que serão mais populares quanto mais pontuação conseguir. Os Yakkers podem também fazer comentários, transformando as publicações em tópicos de conversa. 

De forma a garantir aquilo que é a grande diferença das outras redes sociais ou seja o anonimato, os utilizadores não têm foto nem qualquer tipo de símbolo que permita a distinção entre si. 

A um certo ponto a plataforma tinha tantas utilizadores que Brooks Buffington acreditou que «Yik Yak tinha efetivamente chegado perto do Facebook». Hoje, a rede está espalhada por cerca de 1 500 campos universitários. 

«As pessoas começaram a partilhar a ideia nas férias da primavera. E nós acabámos o semestre que se seguiu com uma adesão à plataforma entre os 200 e 300 campos universitários», refere Droll sobre o impulso da rede em 2014.

«Estamos a começar a ficar numa boa posição noutros países de língua inglesa como o Canadá, Reino Unido e Austrália», acrescenta Buffington.

o serviço começou a ser usado de forma errada e por quem não era suposto ser utilizado

Com o objetivo de apagar a rede que dizem ser especialmente atrativa para o cyberbullying surgiu uma petição online assinada por mais de 78 mil pessoas, onde um ex-usuário anónimo partilhou que a plataforma o encorajou a cometer o suicídio devido a comentários abusivos por parte de terceiros.  

O site tem feito esforços para que os utilizadores mais jovens sejam bloqueados por uma delimitação geográfica que opera em cada escola primária do país e não permite a entrada no serviço nesses locais. Mas uma vez que saem do limite da escola podem de novo aceder à rede e aí os pais têm responsabilidade de intervir e ajudar os filhos a fazer escolhas seguras na internet.

«Nós tentamos manter qualquer pessoa que não tenha idade suficiente para frequentar a universidade  fora da aplicação, devido à forma de configuração do nosso sistema operativo que requer uma certa maturidade. Agora, eu diria que perto de 95%, se não mais, dos utilizadores têm idade suficiente», defende Buffington.

«Nós vimos alertas no sistema do campo universitário e eles usam Yik Yak para manter as pessoas atentas, por exemplo, aos dias de neve e de gelo na estrada, que podem repentinamente fechar a Universidade».

«Temos visto a plataforma a funcionar muito bem em aeroportos e na 'Disney World' e em muitos lugares do mundo por várias pessoas, mas neste momento estamos concentrados na Universidade», afirma Droll.