O Facebook despediu os funcionários responsáveis pela edição do algoritmo que dita os feeds no mural. A notícia foi avançada na sexta-feira e durante o fim-de-semana as críticas à rede social subiram de tom, depois de surgirem publicações antigas e de conteúdo censurável.

No início de agosto, o Facebook tinha revelado intenções de automatizar o algoritmo que gere aquilo que vemos no mural. Na última sexta-feira, a empresa de Mark Zuckerberg despediu os funcionários que geriam esse departamento e experimentou, pela primeira vez durante este fim-de-semana, um algoritmo autónomo.

O resultado ficou aquém das expetativas e tem gerado polémica entre os utilizadores daquela rede social.

 

O Facebook reagiu à críticas numa publicação online.

O nosso objetivo é permitir que as tendências de notícias cheguem ao maior número possível de pessoas, o que se torna difícil se for feito manualmente”, escreveu um representante da empresa sem se identificar. “O processo mais orientado por algoritmos permite dimensionar as publicações para cobrir mais temas e, assim, disponibilizá-lo a mais pessoas em todo o mundo por um período de tempo mais longo”.

Um dos funcionários demitidos disse ao jornal britânico The Guardian que não recebeu qualquer pré-aviso e que os colaboradores dispensados receberam quatro semanas de indeminização.

Quando o processo de feed de notícias tinha intervenção humana, a seleção era mais rigorosa e excluía, por exemplo, conteúdos ofensos, inapropriados e falsos artigos. Segundo o Guardian, a decisão de automatizar o algoritmo veio para ficar e o Facebook compromete-se a corrigir os erros que possam surgir, não considerando readmitir pessoal para essas funções.