O LinkedIn vai pagar 13 milhões de dólares em indemnizações, depois de ter sido alvo de uma ação coletiva, que tem somado queixas dos utilizadores desde 2013. As acusações surgiram depois de a rede profissional ter começado a enviar múltiplos e-mails em nome dos seus membros.

A polémica começou em 2013, na Califórnia. Na altura, dezenas de utilizadores juntaram-se para processar a empresa, que teria prejudicado as suas reputações profissionais ao enviar pedidos de ligação a todos os contactos na lista de e-mail ao clicar em “Adicionar Conexões”. Os usuários afirmaram que, mesmo tentando parar o "spam" do LinkedIn, a empresa continuava a enviar e-mails da sua parte.

A rede profissional acordou então, fora dos tribunais, pagar 13 milhões de dólares em indemnizações, três milhões dos quais vão parar aos bolsos dos advogados e dos procuradores que lutaram pela ação nos últimos anos.

Ainda não é certo que valor que será atribuído a cada utilizador visado, uma vez que a indemnização se estende a quem se inscreveu no site entre setembro de 2011 e outubro de 2014 e vai depender do número de utilizadores que apresentem queixa. Contudo, o acordo com o LinkedIn estipulou que a empresa deve adicionar 750.000 dólares ao fundo, caso o valor atribuído aos utilizadores visados não passe dos 10 dólares por pessoa.

Os e-mails frequentes do LinkedIn para relembrar os utilizadores de convites pendentes têm sido ridicularizados e até já serviram de inspiração para alguns cartoons. Em julho, a rede profissional afirmou que ia reduzir o serviço de e-mail e prometeu “encontrar novas maneiras de melhorar a experiência dos membros do LinkedIn”.

A empresa terá agora de se sujeitar a pagar aos utilizadores, que podem continuar a apresentar queixa. Cada prejudicado pode receber até 1.500 dólares. Saiba se pode apresentar queixa aqui.