Os corais têm sido ameaçados ao longo dos anos pelas alterações climáticas, mas agora os cientistas revelam que a principal ameaça deste ser vivo é o aumento da temperatura das águas do oceano, o seu habitat natural. 

De acordo com um estudo da Universidade de Queensland, na Austrália, o calor quebra o processo de fotossíntese das algas, fazendo com que oxidem e se tornem tóxicas para o coral, que as expulsa para se defender.

No entanto, ao perder essas algas, perde também os nutrientes, uma vez que é a partir delas que retiram a subsistência e a cor, que lhes é característica.

Os corais têm uma relação simbiótica com a alga que vive no interior do seu próprio tecido. Como as algas oxidam, devido ao calor, tornam-se também tóxicas para o coral, que tem que expulsá-las. E quanto mais depressa o fizer melhor", explicou Brett Lewis, um dos autores do estudo.

Na investigação, os cientistas mergulharam um coral em água, com uma temperatura variável entre os 26 e os 32 graus, durante oito dias. As primeiras reações surgiram logo após as duas primeiras horas. 

Trata-se de um processo muito mais violento do que aquilo que imaginávamos", observou Lewis ao El País

Os recifes de corais encontram-se, normalmente, em águas pouco profundas, com menos de 60 metros. A Austrália tem o maior recife de corais vivo, a "Grande Barreira de Coral", na costa de Queensland. É considerado o maior ser vivo da Terra.