A rede social Twitter entregou às autoridades francesas informações que podem ajudar a identificar os autores de várias publicações racistas e antissemitas. O Twitter aceitou ainda colaborar com um grupo de estudantes judeus na luta contra discursos racistas.

O presidente da União dos estudantes judeus de França (UEJF), Jonathan Hayoun, disse, no sábado, que «o twitter tem que respeitar as leis do nosso país», acrescentando ainda que a propagação racial e ódio antissemítico são contra a lei francesa, refere a Associated Press.

As políticas do Twitter são destinadas a utilizadores internacionais e, ao iniciarem atividade na rede social, estes têm que aceitar leis locais, sempre com conduta e conteúdos aceitáveis.

Em janeiro, um tribunal parisiense ordenou que o Twitter revelasse informações sobre utilizadores de modo a identificar os autores de publicações racistas e ofensivas que começaram no dia 10 de outubro de 2012.

Um comunicado do Twitter e da UEJF, citado pela agência, diz que a rede social e a organização acordaram «continuar ativamente a contribuir em conjunto contra o racismo e antissemitismo».

Os esforços vão no sentido de tomar medidas para aumentar a acesso a informações sobre autores de publicações ilegais.

Hayoun acredita que as pessoas que colocaram ofensas online devem ser punidas porque o «Twitter é um espaço público, e tal como é proibido dizer "Judeu sujo" na rua, também é proibido escrever no teclado e enviar para o Twitter», cita a Associated Press.