A PSP vai reforçar o dispositivo policial na zona do Parque das Nações, aeroporto e baixa de Lisboa durante a Web Summit, que decorre entre 7 e 10 de novembro, anunciou esta sexta-feira aquela força de segurança.

Em comunicado, o Comando Metropolitano de Lisboa (Cometlis) da PSP refere que vai ser montado para a Web Summit “um dispositivo de segurança centrado na prevenção e pró-atividade”.

O porta-voz da Cometlis, comissário Sérgio Soares, disse à agência Lusa que o dispositivo de segurança vai envolver praticamente todas as valências da Polícia de Segurança Pública, mas não adiantou o número de polícias envolvidos.

Para o evento, vão estar mobilizadas equipas de turismo e trânsito, Brigadas de Prevenção Criminal, Equipas de Intervenção Rápida, Equipas de Prevenção e Reação Imediata e Unidade Especial de Polícia através de todas as suas subunidades, além da Polícia Municipal de Lisboa.

O comissário Sérgio Soares afirmou que o reforço do policiamento vai ser mais visível na zona do Parque das Nações, Aeroporto Humberto Delgado, baixa de Lisboa e Belém, locais onde vão decorrer os eventos da Web Summit.

A realização da conferência vai também levar a cortes e condicionamentos do trânsito na zona do Parque das Nações.

A PSP refere que, a partir de sábado, vão estar encerradas ao trânsito a Rua do Bojador, entre a rotunda da lágrima e a alameda dos oceanos, e Avenida do Atlântico (zona lateral da FIL).

Segundo aquela polícia, a praça de táxis vai passar, a partir de sábado, a operar na antiga praça Sony, frente à torre Vasco da Gama.

A PSP refere que, em toda a zona envolvente do Parque das Nações, vai existir “um dispositivo policial de controlo e de desembaraço de trânsito pronto a intervir quando necessário”.

Para os quatro dias da Web Summit, a PSP aconselha à utilização de transportes públicos, estacionar o carro de forma a permitir a circulação rodoviária de veículos, deixar o automóvel trancado e não deixe valores à vista no seu interior, não transportar objetos valiosos e quantias monetárias elevadas, além de manter sempre fechadas as mochilas ou malas e transportá-las junto à parte frontal do corpo.

Numa resposta enviada à Lusa, o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras referiu que o SEF “está preparado para o aumento do fluxo de passageiros” durante a Web Summit, tendo feito um “planeamento adequado de acordo com voos e origens”.

A Web Summit é uma conferência global de tecnologia, inovação e empreendedorismo que decorrerá este ano em Lisboa (e nos dois anos seguintes, com possibilidade de mais dois anos), onde são aguardados mais de 50.000 participantes, de mais de 165 países, incluindo mais de 20.000 empresas, 7.000 presidentes executivos, 700 investidores e 2.000 jornalistas internacionais.

A organização contabilizou 7.787 participantes portugueses, o que torna os naturais da ‘casa’ como líderes do ‘top’ de nacionalidades presente na conferência. A lista inclui ainda 7.486 inscrições do Reino Unido, 4.175 da Alemanha e 4.058 da Irlanda.

Dos Estados Unidos são esperados 3.764 participantes, enquanto o número de franceses deve ultrapassar os 2.000 (2007).

Entre os oradores, estarão os fundadores e presidentes executivos das maiores empresas de tecnologia, bem como importantes personalidades das áreas de desporto, moda e música.

Alojamento local com “procura significativa”

 O alojamento local em Lisboa registou uma “procura significativa”, embora não se fale em capacidade esgotada para os dias da Web Summit, que decorre entre 7 a 10 de novembro, em Lisboa, segundo a associação do setor.

Sem dados concretos oficiais, mas com base em informações dos associados e grandes operadores, a Associação do Alojamento Local em Portugal (ALEP) informou que o evento de tecnologia e inovação não esgotou a oferta em Lisboa, mas “trouxe uma procura significativa numa altura que sempre foi de baixa temporada”.

Em resposta à agência Lusa, a ALEP acrescentou que os apartamentos maiores e mais caros foram os primeiros a ser reservados e que nas últimas semanas a procura se centrou nos mais pequenos (T0, T1 e T2).

Todos têm a perceção de que o impacto da Web Summit vai muito além do aumento da procura nestes dias. Pode ter um efeito multiplicador muito importante” face aos 50 mil participantes, que “podem passar palavra”, e ao “impacto mediático internacional que o evento consegue gerar”, segundo a ALEP.

A plataforma digital de alojamento airbnb tinha informado que os seus anfitriões em Lisboa devem receber 15 mil hóspedes durante a Web Summit, traduzindo um rendimento extra superior a 2,8 milhões de euros para quem coloca à disposição quartos ou casas.

A maioria dos hóspedes é proveniente de França (2.800), Reino Unido (1.800), Alemanha (1.500), E.U.A. (1.400), Holanda (870) e Brasil (860) e utiliza o programa para viagens de negócios da plataforma.

Hoje, a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal, Cristina Siza Vieira, informou que a taxa média de ocupação da hotelaria lisboeta deve chegar aos 90% nos dias da Web Summit, enquanto os preços por noite podem ultrapassar os 163 euros.

É natural que estejam a ser vendidos quartos a 500 euros porque são os últimos quartos. Temos uma expectativa de que Lisboa possa fechar mais perto dos 90% naqueles dias e que os preços possam subir um pouco mais, não extraordinariamente mais”, estimou a responsável à agência Lusa.

Relativamente à área metropolitana de Lisboa, a previsão, com base num inquérito de setembro, da taxa de ocupação era na ordem de 78% e o preço de 150 euros.

Nos hotéis alojaram-se sobretudo nacionais de França, seguindo-se do Reino Unido, Portugal e Espanha, quando habitualmente no mês de novembro a primeira nacionalidade é portuguesa e depois a espanhola.