Já são estudados e conhecidos há muito tempo os perigos da comida processada, mas um novo estudo divulgado apresenta dados considerados alarmantes. 

Segundo os investigadores da Escola de Saúde Pública do Instituto Milken, da Universidade George Washington, nos Estados Unidos, os consumidores deste tipo de alimentos têm no organismo níveis de substâncias químicas nocivas até 40% mais elevados do que quem não consome fast-food.

O componente em causa é o ftalato, utilizado no material que embala os alimentos processados e está associado a uma série de problemas como, por exemplo, a infertilidade.

O estudo analisou questionários sobre hábitos alimentares feitos a quase 9.000 pessoas, que tiveram de fornecer amostras de urina para que os níveis de componentes químicos fossem decifrados.

Aquelas que tinham comido fast-food 24 horas antes da recolha de urina tinham mais 24% de DEHP e mais 39% de DiNP, dois compostos do ftalato. 

De acordo com os investigadores, o problema não está nos alimentos em si, mas no processo em que são preparados.

Não estamos a tentar criar paranoia ou ansiedade, mas achamos que esta descoberta é alarmante”, explicou uma das autoras do estudo ao The Washington Post.

Mas se a relação entre a comida processada e os níveis de substâncias químicas está confirmada, os riscos do ftalato não são, no entanto, claros. Há estudos que associam a presença de DEHP aos diabetes. Outros associam o ftalato a doenças alérgicas em crianças. Outros dizem que afeta o comportamento.