Surgiu há 15 anos o pai de todos os «reality shows» - o Big Brother. O formato era baseado nas coisas que já estavam a acontecer no dia-a-dia de cada um, mesmo que de forma inconsciente.

Na altura, a videovigilância teve o seu grande «boom» e a Internet começava a dar os primeiros passos em direção à massificação.

Antes, em 1991, oito cientistas foram viver numa «biosfera» - uma espécie de laboratório vivo, isolado do resto do mundo. A experiência terminou com os cientistas a vandalizar as instalações e a discutir entre si.

A primeira pessoa conhecida por mediatizar a sua vida na Internet foi Jennifer Ringley. De 15 em 15 minutos a sua webcam tirava uma fotografia, que era depois publicada de forma automática, acontecesse o que acontecesse.

«Para mim a privacidade é o que se passa dentro da minha cabeça. Desde que as outras pessoas não consigam saber o que estou a pensar, na minha opinião, ainda tenho a privacidade mais importante de todas», explica Jennifer.


Hoje partilhamos as nossas vidas com os nossos smartphones. Tiramos fotos ao que comemos e usamos apps para saber quantas calorias aquela comida tinha. Depois usamos outras apps para saber quantas calorias gastámos, quantos passos andámos, quanto tempo corremos e quantos degraus subimos.

«O Sensor Comanda a Vida?» é uma das perguntas que no debate da Fundação Francisco Manuel dos Santos se tentou responder.