Cientistas que provaram que quanto mais se bebe mais atraente se pensa ser foram alguns dos premiados com os IgNobel 2013, uma recompensa anual para a ciência divertida e estranha.

Aquela equipa da Universidade Pierre Mendès (França) recebeu o prémio de psicologia entre os atribuídos pela revista de humor científico Annals of Improbable Research, que foram entregues na quinta-feira à noite na Universidade de Harvard (Estados Unidos) por verdadeiros prémios Nobel.

Em medicina, o IgNobel coube a uma equipa sino-japonesa, que estudou os efeitos da ópera em ratos que receberam um transplante cardíaco, enquanto uma equipa do Reino Unido, Holanda e Canadá recebeu o prémio da probabilidade por demonstrar que quanto mais tempo uma vaca estiver deitada, mais provável é que esteja prestes a levantar-se.

Na categoria biologia e astronomia, o prémio foi para uma equipa (Suécia, África do Sul, Alemanha, Austrália e Reino Unido) que mostrou que alguns besouros quando se perdem conseguem encontrar o caminho observando a Via Láctea.

Em física, investigadores italianos, franceses, russos, suíços e britânicos mostraram que algumas pessoas seriam capazes de correr na superfície de um lago se tal ocorresse na Lua, enquanto o IgNobel de química recompensou uma equipa japonesa que descobriu que o processo que faz com que as cebolas façam chorar é mais complicado do que os cientistas pensavam.

O IgNobel da Paz, por seu turno, foi atribuído «ex aequo» ao presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, por declarar ilegal aplaudir em público e à polícia bielorrussa «por prender um homem sem um braço por aplaudir».

Os prémios foram entregues pelos prémios Nobel Dudley Herschbach (Química, 1986), Roy Glauber (Física, 2005), Eric Maskin (Economia, 2007), Sheldon Glashow (Física, 1979) e Frank Wilczek (Física, 2004).