
Um grupo de estudantes da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto vai à Macedónia, no âmbito de uma competição, apresentar um projeto que permite que plantas cresçam sem fertilizantes.
«O conceito consiste numa tecnologia de interesse agrícola de não usar fertilizantes de azoto no crescimento das plantas», explicou à Lusa a investigadora Mariana Osswald, nesta sexta-feira, lembrando que estes produtos representam um «grande gasto» para os agricultores.
Além do proveito ecológico, há, portanto, ganhos financeiros, uma maior produtividade e a inovação pode acelerar o tempo de maturação, acrescentou.
Mariana Osswald precisou que, para crescer, as plantas precisam de azoto e não é comum o solo ter quantidade suficiente deste elemento para dispensar fertilizantes.
Os investigadores pretendem alterar as plantas para que sejam autossuficientes e obter do ambiente o azoto necessário para crescerem.
A planta escolhida para o projeto, iniciado em setembro, foi a canola, utilizada em áreas diferentes, desde a produção de biodiesel à indústria alimentar.
A equipa ainda não patenteou a tecnologia e não teve qualquer contacto de interessados em Portugal, mas admite a possibilidade de criação de uma empresa para comercializar o projeto.
«O plano, em princípio, era criarmos uma empresa com um laboratório para desenvolver a planta, que podia ser comercializada», explicou a finalista de bioengenharia.
Entre 3 a 6 de julho, os estudantes portugueses vão estar a defender o seu projeto na Macedónia. O projeto foi batizado como N2Fix.
A equipa que segue para a competição europeia, no âmbito do Junior Achievement, inclui André Meireles, José Nuno Leitão, Paulina Carvalho, Mariana Osswald, Maria João Gomes e Sofia Santos.