Foram descobertos dois novos corpos celestes no Sistema Solar, cujas órbitas estão em ressonância com a do planeta Neptuno, apesar da grande distância a que se situam do gigante planeta gelado.

Mesmo que não tenha sido ainda determinada a tipologia dos novos corpos, sabe-se que têm o terceiro e quarto periélio mais remoto, isto é, são os corpos do referido sistema planetário cujos pontos das suas órbitas mais distam do Sol. Situados um pouco além da chamada Cintura de Kuiper, que é a área do Sistema Solar compreendida desde a órbita de Neptuno até 50 unidades astronómicas do Sol, são os primeiros objetos a ser descobertos, além do pequeno planeta Sedna e do 2012 VP113, fora deste limite.

Ainda assim, as trajetórias das órbitas destes corpos cuja tipologia é ainda desconhecida, indicam que estes já contactaram com Neptuno ou continuam a fazê-lo.

A descoberta foi concretizada com base nas observações feitas com o telescópio havaiano Subaru e com o do Observatório Interamericano de Cerro Tololo, no Chile. Pelas observações estavam responsáveis Scott S. Sheppard do Instituto Carnegie, Chad Trujillo do Observatório Gemini e David J. Tholen da Universidade do Havai. Todas elas estão detalhadas no artigo publicado na edição de julho do Astrophysical Journal Letters.

O principal objetivo da equipa era encontrar objetos situados além de Neptuno. Para tal, serviram-se, ao longo de vários anos, da câmara Suprime-Cam do telescópio Subaru e foram várias as descobertas conseguidas. Agora, com a nova Suprime-Cam do Subaru, a equipa consegue observar um espaço ainda mais amplo.