A mais antiga sociedade gestora da reciclagem de pilhas em Portugal lança hoje uma aplicação para telemóveis e ‘tablet’ que permite identificar o pilhão mais próximo do utilizador, lembrando que “existem mais pilhões do que multibancos”.

“Existem mais pilhões do que multibancos mas ainda assim muitos portugueses referem ter dificuldade em encontrar o pilhão mais próximo de si. A partir de hoje já não há desculpas para não se fazer a reciclagem de pilhas”, afirmou à agência Lusa Eurico Cordeiro, Diretor-geral da Ecopilhas, que fez o lançamento da aplicação coincidir com o Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas.

Além de permitir identificar o pilhão mais próximo, a aplicação para ‘smartphone’ e ‘tablet’ tem outras funções, como possibilitar que se reporte um pilhão cheio ou vandalizado e saber como são recicladas as pilhas.

Eurico Cordeiro admite que esta aplicação é primeira a ser lançada na Europa e espera que se torne fundamental para dar a conhecer a localização dos pilhões.

Ao todo há em Portugal mais de 20 mil pilhões espalhados por lojas, supermercados, papelarias, organismos da administração pública, ou mesmo pilhões de rua colocados pelos municípios.

Segundo dados da Ecopilhas, em Portugal foram recicladas no ano passado 527 toneladas de pilhas e baterias, a que corresponde uma recolha anual de mais de 20 milhões de pilhas.

Até 2009, a Ecopilhas era a única sociedade gestora mas atualmente, segundo a Agência Portuguesa do Ambiente, há cinco entidades gestoras de resíduos de pilhas e acumuladores.

Contudo, Eurico Cordeiro refere que a recolha de pilhas está com tendência de estagnação. Quando a Ecopilhas era a única sociedade recolhiam-se cerca de 500 toneladas e esse valor passou para 527 no ano passado.

Também hoje, Dia Europeu da Reciclagem de Pilhas, a European Recycling Platform anunciou que no ano passado, em Portugal, foi responsável pela recolha de 119 toneladas de resíduos de pilhas e acumuladores, resultantes dos 1.147 pontos geridos por si, em todo o país. O número de pontos de recolha cresceu 35% em relação a 2014.