
Em Coimbra foi construida uma escada para ajudar os peixes a subir o rio para poderem ir desovar no Mondego a montante da cidade. Segundo a agência Lusa, a construção terminou no ano passado, mas só a monitorização vai permitir avaliar com rigor a eficácia de uma obra que custou 3,5 milhões de euros.
A população de Penacova queixava-se dos problemas que o açude-ponte criava à passagem da lampreia e de peixes que vão desovar, entre o inverno e a primavera, vários quilómetros a montante de Coimbra. Nos últimos anos, a Confraria da Lampreia e a Câmara de Penacova uniram-se para exigir uma escada nova em substituição da passagem para peixes que integrava o projeto do açude-ponte.
Uma passagem para peixes «nunca é totalmente eficaz», advertem especialistas do INAG (Instituto da Água), citados pela agência Lusa.
Eduardo Ferreira, ativista do movimento AMA, confirmou à Lusa que «muitas espécies de peixes» têm conseguido transpor o açude-ponte. A lampreia, que aprecia as águas turvas, espera ainda por melhor vez.
«A monitorização biológica e hidráulica da nova passagem para peixes (...) é tida como um aspeto essencial para avaliar e garantir a sua eficácia», afirmam. O plano de monitorização começa a ser aplicado ainda este ano.