
Adiar a paternidade, afinal, parece ter vantagens para... quem nasce. De acordo com um estudo norte-americano, divulgado nesta terça-feira, os filhos de pais mais velhos podem viver mais tempo. É como se tivessem sido «programados geneticamente» para viver mais anos.
A investigação, que foi publicada no jornal da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, teve por base o ADN de 1779 adultos jovens.
Há algum tempo que os cientistas sabem que o tempo de vida está relacionado com o comprimento dos telómeros, estrutura que se situa no fim dos cromossomas e que comporta o código genético. E, geralmente, um telómero mais curto implica uma esperança de vida mais reduzida.
Tal como o plástico nas pontas dos atacadores, os telómeros protegem as pontas dos cromossomas, mas a maior parte vai encurtando com a idade até que não seja mais capaz de se reproduzir.
No entanto, estes investigadores descobriram agora que, no que respeita ao esperma, os telómeros crescem com a idade.
E como os pais passam o ADN aos filhos através do esperma, os telómeros longos podem ser herdados pela geração seguinte e, consequentemente, significar uma esperança de vida maior.
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