
O cientista britânico que deu o nome àquela que se acredita ser a partícula subatómica que dá massa à matéria, descoberta esta semana, disse hoje estar exultante com a descoberta e frisou que «sabe bem ter algumas vezes razão».
Peter Higgs, que em 1964 publicou a teoria da existência da partícula subatómica que confere massa, e vive em Edimburgo, a capital da Escócia, deu hoje a sua primeira conferência de imprensa desde que, na quinta-feira, a Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, na sigla francesa) anunciou a descoberta de uma partícula subatómica «consistente» com o bosão que tem o nome do cientista.
«Sabe bem ter razão, algumas vezes (...) Foi, certamente, uma longa espera», disse Higgs, na conferência de imprensa na Universidade de Edimburgo.
O anúncio da descoberta do CERN acontece quase 50 anos depois de Higgs ter publicado a sua pesquisa, que se tornou o trabalho teórico conceptual para a investigação da partícula, também chamada «partícula de Deus».
Higgs, de 83 anos, evitou comentar a possibilidade de lhe ver atribuído o prémio Nobel, em consequência da descoberta do CERN.
¿Não sei, não tenho amigos próximos no comité Nobel¿, afirmou o cientista, comentando a sugestão do colega britânico Stephen Hawking que, na quinta-feira, sugeriu a atribuição a Higgs do galardão máximo da ciência.
Quanto ao futuro, Higgs afirmou que os seus planos passam só por continuar a sua reforma.
«O único problema, acho eu, é que vou ter de evitar a imprensa», brincou o cientista.