A Fundação do ator Michael J. Fox atribuiu 250 mil dólares (192 mil euros) a uma equipa da Universidade de Coimbra que está a estudar o papel do sistema imunitário na doença de Parkinson. O anúncio foi feito esta segunda-feira.

«A intervenção do sistema imunitário, mais especificamente as implicações de mutações genéticas nos linfócitos B, na doença de Parkinson, está a ser estudada, pela primeira vez, por uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC), através do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC), da Faculdade de Medicina (FMUC) e do Centro Hospitalar e Universitário (CHUC)», explica uma nota de imprensa da UC.

O mesmo documento avança ainda que «os linfócitos B (ou células B) são células do sistema imunitário com uma dupla função: produzem anticorpos contra os agentes causadores de doenças e participam na regulação da resposta imunitária através da interação com outras células».



«No entanto, quando sofrem mutações genéticas, as suas funções podem ser afetadas, passando os linfócitos B a ter um papel importante no agravamento da doença», esclarece a UC.

A Universidade de Coimbra diz que a equipa de investigadores focou-se no estudo da «mutação do gene LRRK2 (envolvida na comunicação dos linfócitos B e com outras células), encontrada em pacientes com a doença de Parkinson».

Michael J. Fox, que começou a celebrizar-se pela sua participação na série «Quem sai aos seus» («Family Ties», no original) e ainda na saga «Regresso ao Futuro», revelou em 1998 que sofria de Parkinson, doença que lhe foi diagnosticada sete anos antes.

Desde então, o ator criou uma fundação que se propõe apoiar o desenvolvimento para a cura da doença, tendo já distribuído mais de 250 milhões de dólares, desde 2000.