O telescópio australiano usado para transmitir imagens dos primeiros passos de Armstrong na lua, em 1969, encontrou centenas de novas galáxias escondidas atrás da Via Láctea. A descoberta foi feita através de um recetor moderno que mede ondas de rádio.

Os cientistas do telescópio Parkes afirmam ter encontrado 883 novas galáxias, das quais um terço (cerca de 265) nunca tinham sido vistas. A notícia foi avançada na mais recente edição do “Astronomical Journal” com o título de  'The Parkes HI Zone of Avoidance Survey'.

A equipa conseguiu observar através das estrelas e da poeira da Via Láctea o que lhes permitiu analisar uma parte inexplorada do espaço.

Conseguimos descobrir centenas de novas galáxias, com o mesmo telescópio usado para transmitir na televisão imagens do Apollo 11”, disse à Reuters Lister Staveley-Smith, professor no Centro Internacional para a pesquisa de Radioastronomia da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia's International Center for Radio Astronomy Research).

 

A tecnologia eletrónica usada no final do processo é consideravelmente diferente e é por isso que ainda podemos continuar a usar os telescópios antigos."  

 

Os cientistas estavam a investigar a região próxima ao Grande Atrator, uma anomalia gravitacional no espaço intergaláctico, quando descobriram as galáxias. Aparentemente, o Grande Atrator puxa para si próprio a Via Láctea com uma força gravitacional equivalente a mais de dois milhões de quilómetros por hora.

O autor principal do “Astronomical Journal”, Staveley-Smith, referiu que os cientistas têm tentado desvendar o misterioso Grande Atrator desde as décadas de 70 e 80, altura em que foram feitas as primeiras descobertas de grandes distorções na expansão universal.