Investigadores do Reino Unido, incluindo um português da Universidade de Oxford, concluíram num estudo recente que a Ilha da Madeira apresenta ciclos climáticos incompatíveis com o vírus da dengue.

A descoberta, publicada este mês numa revista sobre doenças tropicais, foi feita após a investigação de dados da Direção Geral de Saúde e autoridades Europeias durante o surto que ocorreu no arquipélago em 2012, altura em que terá infetado mais de duas mil pessoas.

Segundo os investigadores, as temperaturas não tropicais, presentes na Madeira nos meses mais frios, interferem com a capacidade do vírus da dengue se reproduzir dentro do mosquito.

A ilha apresenta assim uma defesa natural contra a sustentabilidade do vírus no território, o que terá sido o fator determinante para o fim da epidemia de 2012 em dezembro desse ano.

A epidemia de dengue na Madeira foi a primeira de longa duração na Europa, apresentando-se como um evento de grande importância para a saúde pública local e do resto do continente.

A Organização Mundial de Saúde estima que cerca de 3.5 biliões de pessoas vivam em países já afetados ou em risco de serem afetados pela dengue, um vírus que é transmitido por picadas de mosquitos.