Um osso maxilar foi encontrado, em 2016, numa praia de Somerset, em Inglaterra, mas ninguém soube identificar a que animal pertencia. Dois anos depois, a Universidade de Manchester desfez o mistério e anunciou que o fragmento ósseo pertence ao maior animal marinho de sempre.

De acordo com os cientistas, o réptil a quem pertence o osso é da família dos ictiossauros (répteis marinhos) e podia medir mais de 26 metros, ou seja, quase do tamanho de uma baleia azul.

Este animal viveu no Período Triássico, há mais de 205 milhões de anos, e era o rei dos oceanos.

Segundo a investigação, o osso encontrado foi comparado com um osso similar do maior esqueleto de ictiossauro alguma vez encontrado: um Shonisaurus sikanniensis encontrado em British Columbia, com 21 metros de comprimento.

O maior ictossauro de que há registo, com 21 metros de comprimento

"Este osso pertence a um gigante. A carcaça inteira foi, provavelmente, muito similar à de uma baleia gigante quando cai no fundo do mar, onde todo o ecossistema de animais se alimentou dela por um longo período de tempo. Depois disso, os ossos separaram-se e suspeitamos que foi isso que aconteceu com este osso isolado", afirmou Paul de la Salle, colecionador de fosséis, que encontrou o osso e que faz parte da investigação

Para o investigador, este osso "é similar aos maxilares dos ictiossauros da época Jurássica". 

Quando encontrou o fragmento, Paul de la Salle pensou, inicialmente, que se tratava de "um pedaço de pedra".

"Mas, depois de reconhecer o sulco e a estrutura óssea, achei que poderia ser parte de uma mandíbula do ictiossauro e contactei imediatamente especialistas em ictiossauros". 

O colecionador ainda voltou ao local, onde encontrou várias peças que, juntas, medem mais de um metro. 

De acordo com os cientistas, este animal viveu nos oceanos há mais de 90-250 milhões de anos e era maior do que outros répteis marinhos maciços da era dos dinossauros.