A Agência Espacial Norte-americana (NASA) tinha planeado, para esta quinta-feira, o primeiro voo de teste da Orion, previsto para as sete da manhã, (12:00 em Lisboa) em Cabo Canaveral, na Florida, mas o lançamento teve de ser abortado devido a questões técnicas.


 

A contagem decrescente foi realizada várias vezes, devido a um barco que se aproximou demasiado, ao vento e a questões técnicas. Por fim, os funcionários da agência espacial foram forçados a adiar o lançamento para sexta-feira.

«Apesar das várias tentativas da equipa de lançamento e dos diretores da missão, ficámos sem tempo para resolver os problemas», disse Mike Curie, porta-voz da NASA, à BBC.

A nave, que é a aposta da NASA para realizar missões tripuladas até Marte, deveria ser lançada numa viagem curta para testar as tecnologias.

Se tudo correr bem na sexta-feira, será a primeira viagem não tripulada da nave. Vai ser lançada num dos maiores foguetões construídos pela NASA, o Delta IV, e deverá ficar em órbita e percorrer quase seis mil quilómetros de altitude (15 vezes mais do que o ponto onde se encontra a Estação Internacional - ISS), realizar duas voltas em órbita da Terra e terminar no Pacífico, a sudoeste de San Diego, na Califórnia.

Uma vez em órbita, Orion deve enviar algumas imagens da Terra, segundo a NASA. Se o tempo cooperar, a NASA informou que a nave irá fornecer um vídeo do «mergulho» no Oceano Pacífico.

Quando se tornar plenamente operacional, a Orion será capaz de transportar quatro pessoas numa missão de 21 dias em viagens longas ou seis astronautas para missões mais curtas. Em comparação, a Apollo levava três astronautas e estavam no espaço entre seis a 12 dias.

A Orion foi pensada para levar astronautas em missões ao espaço, com a ambição de viajar até um asteroide, à Lua ou mesmo até Marte. O primeiro voo de testes com tripulantes a bordo está previsto para 2021.