Um estudo revelou que os aborígenes australianos são a civilização mais antiga do planeta. Os seus ancestrais têm cerca de 75 mil anos.

Num artigo publicado na revista Nature, um grupo de investigadores, incluindo nove líderes aborígenes, revela o resultado da análise do genoma de 83 aborígenes australianos e 25 nativos da Papua Nova Guiné.

A análise do ADN mostra que os seus ancestrais têm origem em povoações euro-asiáticas com 57 mil anos, criadas depois do êxodo de África há cerca de 75 mil anos.

Estes novos dados mostram ainda que os aborígenes australianos chegaram ao continente há pelo menos 31 mil anos.

Estas conclusões dão por infundadas as teorias de que a Austrália tinha sido colonizada por vários povos ao longo da sua história. De acordo com a ciência, quando os colonos chegaram os aborígenes já existiam.

Este estudo é a prova de há quanto tempo existimos na Austrália", disse Colleen Wall, um ancião aborígene e mulher sénior do Kau'bvai Nation Dauwa, à CNN.

Para o ancião, o estudo dá "credibilidade” ao seu povo porque, segundo o próprio, “existem há milhares de anos, mas as pessoas olham para as nossas histórias [de estar aqui] como um mito".

Os investigadores também descobriram que os aborígenes australianos divergem cerca de 37.000 anos dos papuásios, antes da massa terrestre australiana ter sido separada da Nova Guiné, há cerca de 10.000 anos atrás.

Há um nível extraordinário de diferença ao longo do tempo entre, por exemplo, o povo aborígene no noroeste e sudoeste da Austrália", disse Lambert CNN.