Uma equipa de cirurgiões britânicos podem ter dado um "grande passo” para a cura da forma mais comum da cegueira. Os cirurgiões do Moorfields Eye Hospital de Londres realizou uma cirurgia inovadora numa paciente com degeneração macular relacionada à idade (DMRI) de tipo húmido, a forma mais grave da doença e a segunda causa mais frequente de cegueira.
 
Os médicos acreditam agora que a mesma técnica pode ser aplicada à versão seca da doença, a forma menos grave mais também a mais comum da cegueira. Só no Reino Unido, onde a técnica cirúrgica foi desenvolvida, a DMRI seca afeta mais de 600 mil pessoas. Os médicos acreditam que a cirurgia pode ser aplicada a nove em casa 10 casos, adianta o jornal britânico “The Independent”.
 
A DMRI é uma doença degenerativa que afeta o centro da retina, uma zona do olho onde a visão obtém perspetiva de espaço, que nos permite ler, conduzir ou reconhecer rostos. A doença afeta pessoas com mais de 60 anos. A chamada versão húmida da doença caracteriza-se pelo rompimento de vasos sanguíneos. As causas da doença são ainda uma incógnita, embora se aponte a exposição a raios UV ou deficiências nutricionais como as mais frequentes.
 
Os médicos utilizaram células-tronco, a partir de embriões em crescimento e remendos de células realizados em laboratório, que foram depois transplantados para o olho do paciente. As células foram retiradas de embriões rejeitados de fertilizações in vitro.