No momento em que se criam balanços e listagens com os temas que sobressaíram este ano, o site Mashable divulgou as descobertas cientificas que marcaram 2014.

Em décimo lugar aparece um microship do tamanho de uma formiga, capaz de gerar a sua própria energia. Este dispositivo foi criado por engenheiros da Universidade da Califórnia e pode ser adaptado a qualquer dispositivo permitindo alargar o universo da internet das coisas de forma a conseguirmos ter controlo de todos os dispositivos que desejarmos de uma forma fácil e barata.

A posição nove é ocupada pela sonda Cassini. Depois de 10 anos a explorar a atmosfera de Saturno hoje sabemos mais sobre aquele planeta, vimos mais sete luas, possíveis lagos de hidrocarbonetos em Titã e o furacão de saturno. O estudo dos anéis de Saturno pode ajudar os cientistas a compreenderem a formação planetária. A missão principal da sonda terminou em 2008 e dois anos depois voltou a saturno. Cassino tem outra viagem marcada para novembro de 2017.

O diagnóstico da depressão tem novos avanços. Uma investigadora norte-americana levou os últimos 17 anos a desenvolver métodos mais eficazes para melhor compreender esta doença. Em 2012, realizou testes de sangue em adolescentes e comprovou ser possível antever a doença nessa análise. Agora replicou-os em adultos e descobriu a existência de nove marcadores no sangue de doentes com depressão inexistentes nas pessoas saudáveis. Esta descoberta está em oitavo lugar.

Em sétimo lugar surge a sonda Maven que conseguiu entrar na atmosfera de Marte depois de uma viagem de 10 meses. Durante o próximo ano marcial (dois anos terrestres) a sonda irá medir a atmosfera de marte para se tentar compreender as mudanças que têm ocorrido naquele planeta.

Este é o robot que todos queríamos ter lá por casa, o «Pepper» é um robot humanoide capaz de ler e interpretar emoções através das expressões faciais e do tom da voz. Depois usa o seu «motor emocional», através de uma cloud, para reagir. Por este motivo, o Pepper está em sexto lugar e pode ser um importante aliado tecnológico para quebrar barreiras de sociabilidade e aprendizagem.

Um carro elétrico como alternativa aos combustíveis fósseis está no meio da contagem. O «Quant» é um desportivo elétrico com baterias independentes para cada uma das rodas que funcionam a partir da reação criada pela mistura de duas soluções diferentes. A empresa responsável pela criação garante que o carro tem autonomia para quase 600 quilómetros.

Em quarto lugar estão os cientistas norte-americanos que descobriram ossadas do maior dinossauro conhecido. Este gigante titanossauro seria do tamanho de sete elefantes machos e pesaria 65 toneladas. As escavações permitiram recuperar cerca de 70 por cento ossos do animal e agora os paleontologistas irão aferir com maior precisão o tamanho que o titanossauro tinha quando viveu na terra há cerca de 77 milhões de anos.

O grafeno é um dos elementos do carbono como o diamante ou o grafite mas é 200 vezes mais forte que o aço, é muito flexível e condutor de eletricidade e de calor. Este metal está em terceiro lugar. Pode parecer um elemento perfeito pelas suas características mas a sua dimensão não o torna prático, visto ter mais ou menos o tamanho de um átomo. A Samsung diz ter conseguido aumentar o grafeno para dimensões comercialmente viáveis. Se assim for, este pode ser um importante passo na otimização dos ecrãs táteis e dos computadores.

Em segundo lugar está um dos grandes momentos do ano aconteceu em fevereiro quando Bill Nye e Ken Ham debateram a evolução da humanidade. De um lado estava a ciência evolutiva do outro o criacionismo que defende que tudo aquilo que existe é fruto da criação sobrenatural. Para Nye é fundamental sustentar a ciência para melhor compreender a evolução mas Ham prefere defender que tudo o que existe tem explicação superior e que por isso, a criaciologia deve ser vista da mesma forma que as restantes ciências exatas.

O maior destaque do ano vai para a descoberta da existência de um oceano na lua de Saturno. Em 2005, a sonda Cassini documentou fissuras em Enceladus de onde saíam vapor de água e gelo. Esta descoberta conduziu à possibilidade de existir um oceano debaixo da superfície gelada da lua de saturno. A confirmar-se este será um dado importante para a compreender a criação da vida planetária.