Com a ajuda da NSA - Agência de Segurança Nacional norte-americana, a GCHQ, agência de espionagem do Reino Unido, captou e armazenou milhões de imagens que tiveram origem em webcams de computadores pessoais.

Os lesados foram utilizadores do Yahoo anónimos e que não eram suspeitos de qualquer crime. Muitas das imagens continham conteúdos sexualmente explícitos, escreve o jornal «The Guardian», que revela ainda que a agência de espionagem teve dificuldades em manter os ficheiros «escondidos» dos próprios agentes que tentavam aceder ao conteúdo.

A captação das imagens fazia parte de um programa chamado «nervo ótico», que começou em 2008 e continuava ativo. O programa foi desenhado para identificar suspeitos de terrorismo através de reconhecimento facial. Em 2008, num período de seis meses apenas, pelo menos 1,8 milhões de utilizadores foram espiados.

A Yahoo quando contactada pelo The Guardian reagiu «furiosamente» e negou qualquer conhecimento das violações classificou como tento atingido um «outro nível».

Ainda assim, foram postas em prática medidas para proteger a privacidade dos utilizadores do Yahoo. Por exemplo, as buscas em massa cingiam-se aos meta dados - à informação sobre os dados dos utilizadores que é compreendida apenas por códigos informáticos.

O diário «The Guardian» explica o funcionamento do «nervo ótico» ao dizer que «mais que recolher as conversas por inteiro, o programa guarda uma imagem de cinco em cinco minutos para, em parte, respeitar os direitos humanos e também para evitar sobrecarregar o servidor».