A Microsoft apresentou esta terça-feira o novo sistema operativo Windows, em São Francisco, Estados Unidos. A maioria esperava que o sistema se designasse Windows 9 (as últimas versões foram o 8 e o 7), mas a empresa de Redmond surpreendeu, saltando já para o Windows 10.

Tal como a TVI24 avançou, esta terça-feira, a nova versão marca o regresso do Menu Iniciar ao interface do sistema (cuja ausência tinha sido muito criticada no anterior Windows 8).

Uma das caraterísticas mais elogiadas pelos especialistas foi a versatilidade do novo Windows que poderá ser utilizado em computadores, tablets, smartphones ou mesmo nas consolas Xbox. 

As aplicações, únicas para as várias plataformas, poderão ser adquiridas na mesma loja. A empresa adiantou ainda que irá fornecer mais detalhes sobre estas «aplicações universais» em abril do próximo ano.

Quererá isto dizer que a Microsoft está a desistir das capacidades do ecrã táctil? «Não, de todo», assegurou um dos responsáveis da gigante norte-americana, explicando que os utilizadores vão poder alternar entre os modos tablet, rato e teclado.

Quanto às aplicações, importa destacar o dinamismo das mesmas, que poderão ser facilmente redimensionadas e transportadas entre as secções do Menu Iniciar.

Assim, o utilizador poderá ter uma leitura rápida das notificações mais relevantes, como mensagens do Facebook, correio eletrónico ou atualizações meteorológicas. 



Mas há mais novidades no novo software.

Vai ser possível navegar entre vários ambientes de trabalho ao mesmo tempo, o que será particularmente vantajoso para empresas e profissionais.

A barra de tarefas traz um novo ícone que irá permitir ver todos os ficheiros e aplicações abertas, à semelhança de uma função que já existe no sistema operativo da Apple.


Apesar dos rumores, a assistente pessoal Cortana que existe no Windows Phone, não vai migrar para os computadores, pelo menos para já. 

O Windows 10 parece querer afirmar-se não como uma nova versão do sistema operativo, mas, mais do que isso, como um novo começo para a Microsoft. Esta pode mesmo ser a oportunidade da empresa de travar o crescimento da Apple e do Android no mercado, defendem alguns especialistas.

Os responsáveis da Microsoft sabem disto mesmo e, esta terça-feira, em São Francisco, sublinharam que, apesar de mais de 1,4 biliões de pessoas utilizarem o sistema operativo, está na altura de marcar «uma nova fase para o Windows». 



Os programadores informáticos vão poder testar e avaliar o novo sistema através do Windows Insider Program, que estará disponível a partir de quinta-feira.