O empresário informático Kim Dotcom, que aguarda uma eventual extradição para os Estados Unidos onde é acusado de pirataria informática, lançou esta quinta-feira o portal do seu Partido Internet, que irá concorrer às eleições de setembro na Nova Zelândia.

«Este é um movimento a favor da liberdade na internet e na tecnologia e por uma reforma política a favor do direito à intimidade», disse Dotcom num comunicado em que apela ao voto daqueles que votam pela primeira vez e dos que estão descontentes com os partidos tradicionais.

Os princípios do partido apoiam-se na promessa de que os neozelandeses tenham um maior acesso aos serviços de internet que sejam mais rápidos e mais baratos, na criação de postos de trabalho de alta tecnologia, na promessa da privacidade e na defesa da independência do país.

Kim Dotcom, conhecido pela criação do Megaupload, não é cidadão neozelandês pelo que não pode participar nas eleições como candidato, mas dirige o partido, assumindo o cargo de presidente da formação política, que espera conquistar 5% dos votos nas eleições de 20 de setembro.

O informático alemão aguarda em liberdade condicional o julgamento do seu processo de extradição para os Estados Unidos previsto para 7 de julho e já manifestou publicamente a sua oposição ao Governo neozelandês depois de ter sido conhecido que uma agência de informações do país o espiou ilegalmente.

As eleições gerais da Nova Zelândia acontecem a cada três anos e a lei eleitoral determina que a formação que obtenha 61 dos 120 lugares do parlamento tem direito a formar Governo e a nomear o primeiro-ministro.