A Câmara Municipal do Funchal vai aplicar este ano cinco toneladas de sal em operações de combate ao mosquito Aedes aegypti, portador da febre de dengue, numa operação que arranca na noite de terça-feira.

A iniciativa tem início na freguesia de Santa Maria Maior, designadamente nos arruamentos em redor da Rua de Santa Maria.

Uma equipa do Departamento de Ambiente da Câmara Municipal do Funchal vai aplicar sal em cada sarjeta de modo a evitar que a água que se acumula nestes locais sirva de criadouro para os mosquitos.

«Com base nos resultados obtidos na vigência do plano em 2013, o Gabinete de Informação Geográfica da câmara elaborou uma carta de risco de atividade do mosquito Aedes aegypti, tendo sido definidas três zonas vermelhas, precisamente nas quais esta ação vai decorrer e que na prática correspondem às zonas baixas das freguesias de S. Gonçalo, Santa Maria Maior, Sé, S. Pedro, Imaculado Coração de Maria, São Roque, Santo António e São Martinho», refere uma nota divulgada no site da autarquia.

A câmara realça que experiências feitas pelo Departamento de Ciência demonstraram que o sal é altamente eficaz contra o desenvolvimento das larvas dos mosquitos, como conta a Lusa.

Além disso, o produto tem um baixo custo e um impacto ambiental reduzido, já que a rede de águas pluviais do Funchal desagua no mar.

Estas aplicações terão uma periodicidade mínima de três semanas e a operação decorrerá até ao final de outubro ou meados de novembro, «dependendo da pluviosidade e da atividade do mosquito».

A 03 de outubro de 2012, o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais da Madeira (Iasaude) tornou pública a existência de dois casos confirmados de febre de dengue, cuja transmissão ocorre através da picada dos mosquitos Aedes aegypti quando infetados com o vírus, mosquitos que foram detetados na Madeira em 2005.

Segundo o Iasaude, desde 2012, dos 2.168 casos prováveis, a Madeira registou 1.079 casos confirmados de dengue, mas sem nenhum caso hemorrágico e sem nenhum óbito.

A agência Lusa não obteve resposta do Iasaude sobre dados atuais nesta matéria.