Montelucaste

 

No estudo, realizado em ratos, os investigadores descobriram que o consumo de montelucaste durante seis semanas melhora a memória e a aprendizagem dos roedores mais velhos. Verificou-se que o desempenho destes animais em testes cognitivos é correspondente aos dos ratos mais novos.

Num dos testes, os ratos tinham de encontrar uma plataforma submersa numa piscina. Após cinco dias, os roedores mais velhos ainda não tinham localizado a plataforma, mas aqueles que receberam o medicamento cumpriram o objetivo praticamente ao mesmo tempo que os animais mais jovens.

 

"O mais importante é que, para além de termos visto resultados na renovação de neurónios,  também se conseguiram resultados noutros sistemas do cérebro. O montelucaste reduz a inflamação neural no cérebro, mas também restaura parcialmente a barreira hematoencefálica. Sabemos que em cérebros envelhecidos esta barreira é quebrada, situação que contribui para a inflamação dos neurónios", disse Ludwig Aigner, coordenador do estudo, ao The Guardian.

 

montelucaste

Passada a fase de testes em animais, os cientistas esperam agora dar início a um ensaio clínico em doentes com demência, para se perceber se o medicamento apresenta benefícios semelhantes sobre o cérebro das pessoas.