Um grupo de seis cientistas terminou, este domingo, um ano de preparação para viver em Marte. O exercício decorreu dentro de uma cápsula com cerca de 110 metros quadrados.

A missão HI-SEAS (Hawaii Space Exploration Analog & Simulation), levada a cabo pela Universidade do Havai, contou com voluntários norte-americanos, alemães e franceses.

Os seis participantes viveram durante 365 dias dentro de uma cápsula, cujo funcionamento foi garantido através de energia solar.

Christiane Heinicke, física alemã que participou na experiência, referiu que esta missão permitiu, entre outras coisas, “obter água de um solo que é aparentemente seco” e, por isso, projetar como iria aconteceu em Marte.

A cápsula foi instalada no vulcão Mauna Loa, no Havai, a cerca de 2500 metros acima do nível da água do mar, um lugar sem grande vegetação, à semelhança daquilo que já se conhece do planeta vermelho.

Para além da componente cientifica, a experiência procurou estudar a forma como os participantes interagem entre si e lidam com a pressão e os conflitos do quotidiano.

Terminada esta missão, a Universidade do Havai já abriu novas inscrições para outros simuladores de missões a Marte.

As novas simulações têm data marcada para início de janeiro de 2017 e outra para janeiro de 2018, e duração de oito meses.