O Facebook, a Microsoft, o Youtube e o Twitter uniram-se para combater o terrorismo, com o objetivo de transformar as redes sociais em espaços “hostis” para terroristas e extremistas. Comprometem-se, assim, a colaborar no desenvolvimento de soluções mais eficazes de investigação, na partilha de técnicas de classificação de conteúdos e na criação de métodos que permitam aos utilizadores denunciar conteúdos relacionados com o terrorismo.

Estes quatro gigantes da internet vão formar o Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo, para juntos enfrentarem o desafio que a propagação do terrorismo coloca na internet.

Esta união surge depois das empresas terem sido alvo de críticas, por parte de políticos, que as acusavam de não estarem a fazer o suficiente para impedir os extremistas de usarem as suas plataformas para propaganda e recrutamento.

Após o ataque de Westminster, em março, as instruções e informações sobre como preparar um ataque terrorista ficaram bastante acessíveis na internet, o que levou Theresa May a pedir às redes sociais para que apagassem o conteúdo publicado por terroristas.

No início deste mês, também o comissário assistente da Polícia Metropolitana e principal polícia antiterrorista da Grã-Bretanha, Mark Rowley, falou das preocupações políticas relacionadas com o facto de o material terrorista ser facilmente acessível online.

O anúncio da criação do Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo foi feito através do blog do Twitter.

A propagação do terrorismo e do extremismo violento é um problema global e permanente e um desafio crítico para nós. Levamos essas questões muito a sério e cada uma das nossas empresas desenvolveu políticas que nos permitem traçar uma linha dura contra os conteúdos terroristas, extremistas ou violentos, que estejam a inseridos nos nossos serviços. Acreditamos que trabalhando juntos, compartilhando os melhores elementos tecnológicos e operacionais e os nossos esforços individuais podemos ter um impacto maior na ameaça de conteúdo terrorista online”, pode ler-se no blog do Twitter.

 

Como vai funcionar

As empresas vão melhorar a parte técnica, como, por exemplo, o banco de dados, que foi criado em dezembro, para partilhar as impressões digitais atribuídas a vídeos ou fotos de conteúdo extremista.

A ideia é também desenvolver formas de identificar os conteúdos terroristas e retirá-los. O Facebook, no incício do mês, já começou a remover este tipo de conteúdos. Pouco depois, foi a vez do Google anunciar medidas adicionais para identificar e remover conteúdo terrorista ou violento da sua plataforma de vídeos, o Youtube.

O Fórum Global de Internet para Combate ao Terrorismo está a trabalhar com empresas mais pequenas, para as ajudar a eliminar conteúdo terrorista. As quatro empresas, Facebook, Microsoft, Twitter e Youtube, têm também iniciativas para conter o discurso de ódio e usarão o Fórum para treinar outras organizações, para que façam o mesmo.