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Microsoft ajuda empresas tecnológicas portuguesas

Novo programa para start-ups é a primeira medida prática do memorando assinado com o Governo

Por: Redacção / Catarina Pereira  |  13- 11- 2008  15: 36

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Microsoft BizSpark

As pequenas empresas portuguesas da área da tecnologia podem recorrer a um novo apoio da Microsoft. O programa BizSpark, apresentado esta quinta-feira na Alfândega do Porto, vai disponibilizar software às start-ups, com a ajuda de outros parceiros.

Mediante uma subscrição MSDN (Microsoft Developer Network), as start-ups tecnológicas poderão transferir, a partir da Web, um conjunto de ferramentas e servidores como o Windows Server e SQL Server, entre outros.

O objectivo é «reduzir as dificuldades iniciais das empresas», conforme assegurou José Fernandes, director do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento e Academias da Microsoft Portugal.

Primeira concretização do acordo entre Microsoft e Governo

«O programa assenta em três vectores: no software, sendo que a Microsoft facilita as ferramentas mais caras e produtivas e as licenças no prazo de três anos, no suporte técnico oferecido pela Microsoft e pelos seus parceiros e na visibilidade, porque a Microsoft se vai empenhar na promoção destas start-ups», explicou Nuno Costa, Platform Advisor da empresa em Portugal.

Esta é «a primeira medida prática do Memorando de Entendimento assinado entre a Microsoft Portugal e o Governo», no dia 3 de Outubro, conforme fez questão de recordar o Secretário de Estado Adjunto da Indústria e Inovação, António Castro Guerra, acrescentando ainda que «Portugal é um exemplo mundial nas tecnologias».

O BizSpark é sustentado por uma rede de parceiros, que darão às empresas acesso ao programa: a Associação Nacional de Jovens Empresários (ANJE), o Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas (IAPMEI), a Associação Portuguese de Business Angels (APBA), a Associação Portuguesa de Capital de Risco e de Desenvolvimento, a Federação Nacional das Associações de Business Angels (FNABA), I.zone SGPS e a Interhost.

Como entrar no programa

Armindo Monteiro, presidente da ANJE, sublinhou que «estas ferramentas permitem o empreendedorismo qualificado» e a sua importância nos primeiros três anos de uma empresa, nos quais é fundamental «estarem protegidas com ferramentas».

A AdClip testemunhou o sucesso deste programa, uma vez que é uma das primeiras cinco start-ups a beneficiarem do BizSpark. A Evidensys, a Xpath, a TimeBI, SA e a Weesi também fazem parte deste arranque. No final dos três anos, estas empresas têm de pagar 100 dólares à Microsoft.

Para uma start-up tecnológica entrar no programa necessita de alguns requisitos. «Estar em actividade há menos de três anos, ter receitas anuais inferiores a um milhão de dólares, oferecer serviços ou produtos baseados em software», sendo que «o parceiro tem de aprovar a sua integração», explicou Nuno Costa.

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