As ondas de calor na Austrália serão mais frequentes, mais fortes e mais prolongadas no tempo refere um comunicado de um grupo independente de peritos divulgado hoje e que associa o problema às mudanças climáticas.

A nota, sob o título «Ondas de calor na Austrália», cuja divulgação coincide com uma onda de calor que condiciona o sul do país e provocou dezenas de incêndios florestais, alerta que estes fenómenos serão mais prolongados e intensos devido ao aumento dos gases de efeito estufa que continuam a acumular-se na atmosfera.

«É claro que as mudanças climáticas fazem com que as ondas de calor sejam mais frequentes e mais severas», disse Will Steffen, autor do estudo do Conselho do Clima australiano, que foi criado este ano depois do novo Governo conservador na Austrália desmantelar o Conselho para as Mudanças Climáticas.

A cidade de Melbourne, que registou durante dois dias consecutivos temperaturas de mais de 40 graus, deverá ser afetada por uma segunda onda de calor mais longa desde que começaram a registar-se estes fenómenos em 1830.

Na cidade de Adelaide, capital do estado da Austrália do Sul, os técnicos estimam para hoje um máximo de 46 graus celsius, uma centésima abaixo do recorde registado a 12 de janeiro de 1939.

A onda de calor no sul do país, também afetou o estado da Austrália Ocidental e acontece depois de 2013 ter sido o ano mais quente alguma vez registado.

As altas temperaturas provocaram também um elevado consumo de energia no estado de Victoria, cuja capital, Melbourne, se viu afetada pelo corte do abastecimento de energia em 10.000 casas.