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Medicamentos elétricos? Descoberta da Universidade de Aveiro

Equipa de cientistas liderada descobriu como produzi-los

Por: Redacção / CM    |   2012-05-08 17:41

Uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro fez uma descoberta que abre a porta à produção de «medicamentos elétricos», anunciou, nesta terça-feira, a instituição.

O grupo liderado pelo investigador Andrei Kholkin, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos e do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica, descobriu a presença de ferroeletricidade na glicina, o mais simples dos aminoácidos conhecidos pela ciência.

A propriedade descoberta pode, segundo esta equipa, permitir formar a base para uma memória que, implantada no corpo humano, poderá programar minúsculos implantes para entregar medicação exatamente no local e na dosagem necessárias.

Apesar de ainda não ser conhecido o papel que a ferroeletricidade exerce no interior do tecido biológico, é admitido nos círculos académicos que possa ser aproveitada para o desenvolvimento de novas classes de equipamentos bioeletrónicos e de memória, como a produção de «medicamentos elétricos» e a criação de memórias bioamigáveis.

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