
Uma equipa de cientistas da Universidade de Aveiro fez uma descoberta que abre a porta à produção de «medicamentos elétricos», anunciou, nesta terça-feira, a instituição.
O grupo liderado pelo investigador Andrei Kholkin, do Centro de Investigação em Materiais Cerâmicos e Compósitos e do Departamento de Engenharia de Materiais e Cerâmica, descobriu a presença de ferroeletricidade na glicina, o mais simples dos aminoácidos conhecidos pela ciência.
A propriedade descoberta pode, segundo esta equipa, permitir formar a base para uma memória que, implantada no corpo humano, poderá programar minúsculos implantes para entregar medicação exatamente no local e na dosagem necessárias.
Apesar de ainda não ser conhecido o papel que a ferroeletricidade exerce no interior do tecido biológico, é admitido nos círculos académicos que possa ser aproveitada para o desenvolvimento de novas classes de equipamentos bioeletrónicos e de memória, como a produção de «medicamentos elétricos» e a criação de memórias bioamigáveis.