O fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, é hoje um dos multimilionários mais conhecidos do planeta, mas há oito anos houve quem não imaginasse um futuro promissor para o seu projeto.

Segundo o «Mashable», em 2006, a revista da CNN «Business 2.0» colocou Zuckerber na lista das 10 pessoas «que não importam», destacando que o Facebook não era um projeto revolucionário, que foi idealizado tarde, e que não valeria milhares de milhões de euros como o concorrente MySpace.

«No empreendedorismo, a altura certa (timing) é tudo. Nós damos crédito ao Zuckerberg por lançar a sua página social para estudantes da universidade quando a «loucura» das redes sociais estava a começar. Também a construiu bem, conseguindo que se tornasse um dos sites sociais mais populares da net rapidamente. Mas também há que dizer que se deve saber quando é altura para agarrar o dinheiro e fugir. Na última primavera, o Facebook recusou uma oferta de compra de 750 milhões de dólares, pedindo um valor como dois mil milhões. Má decisão. Depois de se vendererem à Fox de Rupert Murdoch por 580 milhões no ano passado, o MySpace é hoje o segundo site mais popular da web. O Facebook também está a crescer – mas sabendo que o MySpace tem agora 80 milhões de utilizadores é difícil imaginar que alguém vá pagar milhares de milhões por um duplicado», lia-se no artigo.

Atualmente, segundo dados da revista «Forbes», Zuckerberg tem uma fortuna avaliada em 34 mil milhões de dólares. Já o MySpace foi caindo em desuso com o aparecimento de novas redes sociais.

O artigo também incluía na lista nomes como o ex-CEO da Microsoft, Steve Ballmer, o CEO da Vodafone, Arun Sarin, e a empresa «Netflix», que, segundo o artigo, também não se conseguiria adaptar aos tempos modernos.

Hoje a Netflix tem 50 milhões de utilizadores e dados de 2011 revelam uma margem de lucro de 213 milhões de dólares de lucro.