A Apple teve de apagar da App Store várias aplicações que instalavam malware (software malicioso) nos aparelhos da marca. Tratou-se do maior ciberataque que a empresa - que pretende aplicar controlos de segurança rigorosos nas aplicações - sofreu. 

As aplicações tinham sido criadas com uma ferramenta - XcodeGhost - que simulava ser o software legal – Xcode - que os programadores das apps usam para os dispositivos Apple.  O problema foi detectado na China, nomeadamente nas aplicações WeChat e Didi Chuxing, e sabe-se que o software malicioso foi programado para recolher informação sobre os dispositivos infetados, transmiti-la e permitir controlá-los à distância.

Segundo a empresa de segurança informática Palo Alto Networks, mais de cinquenta aplicações foram afetadas. Em declaração à Reuters, um porta-voz da Apple revelou que as aplicações já foram eliminadas.

“Já eliminamos as aplicações da App Store que sabemos que foram criadas com este software falso. Agora estamos a trabalhar com os programadores para nos assegurarmos de que estão a usar a versão correta do Xcode para reconstruir as aplicações”.


A companhia não revelou o número de equipamentos que instalaram o malware, nem publicaram recomendações para os utilizadores afetados.

Os programadores das aplicações descarregaram o software através do Baidu, uma ferramenta de pesquisa e download de aplicações na China. O peso do arquivo original da Apple - 3,59 gigas - leva a que muitos programadores descarreguem o software de sites não oficiais que estão mais próximos da sua localização geográfica para o conseguirem descarregar mais rapidamente.