O fundador e CEO do Facebook admitiu que a rede social está a estudar a hipótese de um botão de sinal contrário ao popular «Gosto» ou «Like» na versão original. Mark Zuckerberg respondia, esta quinta-feira, a perguntas de utilizadores sobre a empresa na sede do Facebook, em Menlo Park, na Califórnia, EUA.

De acordo com a BBC News, durante a sessão de perguntas e de respostas ao vivo, Mark Zuckerberg garantiu que, mesmo que sirva para expressar uma reação negativa a uma publicação, uma imagem ou um comentário, a opção não será designada «Não gosto» ou «Unlike».
 

«As pessoas pensam que devem clicar no botão “Like” e isso é uma forma de simpatizar ou criar empatia com alguém», mas em alguns casos esta não é a reação apropriada, explicou Zuckerberg. 


O fundador da rede social reconhece que seria positivo os utilizadores terem uma terceira forma de se manifestarem quanto ao que entra no «feed» de notícias, além do botão «Gosto» e de deixarem um comentário, mas um botão «não gosto» não deverá ser a solução.

A forma como Mark Zuckerberg vê o potencial do botão «Não gosto» não é a mesma que se esperaria. O CEO do Facebook admite criar uma alternativa para expressar reações emocionais, em situações de morte ou de dificuldades que um amigo possa estar a passar, mas não tanto de descontentamento com alguma coisa, o que poderia ser suscetível de ferir os sentimentos de outros utilizadores.
 

«As pessoas dizem que não se sentem confortáveis em clicar em “Gosto”» nestas situações, argumentou, adiantando que o Facebook está a tentar criar uma alternativa para expressar este tipo de emoções.


Zuckerberg afasta, assim, a possibilidade de a empresa vir a criar um botão de «Não gosto».
 

Permitir aos utilizadores afirmarem que não concordam ou gostam de algo «não seria bom para o mundo», defendeu.

 

Ou seja, o Facebook está a considerar como pode abordar a questão, tornando a forma de a concretizar «uma força para o bem e não uma força para o mal», disse Zuckerberg, evitando o sentimento negativo que pode ser transformado num movimento com ligações erradas. 


Esta não é a primeira vez que Mark Zuckerberg admite a possibilidade de um botão equivalente a «Não gosto». Já em 2010 tinha referido a questão também em resposta a perguntas diretas, mas sem existir ainda uma concretização efetiva. 

Na quarta-feira, o CEO e fundador do Facebook admitiu também que a rede social quer que as pessoas usem os nomes reais e que o objetivo é que o site seja um reflexo das relações no mundo real, conseguindo essa ligação que é importante para a cultura do Facebook.