Há oito novos planetas com possibilidade de ter vida. Segundo o Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics (centro de astrofísica, em português), os exoplanetas encontrados têm condições suficientes para terem actividade biológica, vida.

Os exoplanetas, esxo porque orbitam em torno de outra estrela que não o sol, encontram-se a uma boa distância da sua estrela fonte de calor e luz. Isto faz com que possam ter água em vez de gelo, se estivessem mais longe, ou vapor, caso estivessem mais perto. Para além disso, têm «mais ou menos o tamanho certo» e luz suficiente.

«Grande parte destes planetas têm boas probabilidades de serem rochosos, como a Terra», afirmou Guillermo Torres do centro de astrofísica, numa nota. Com solo palpável, ao invés de gases, e água, a possibilidade de existência de vida é animadora.

David Kipping, também do centro de astrofísica, é cauteloso, no entanto. «Não sabemos com certeza se estes planetas na nossa amostra são verdadeiramente habitáveis», afirmou Kipping, «apenas que são possíveis candidatos».

Até agora as principais esperanças estavam depositadas nos exoplanetas Kepler-442b e Kepler-438b, os mais parecidos com o planeta Terra. Por outro lado, ainda é preciso mais desenvolvimento tecnológico para os ver e ainda por cima visitá-los, alerta Christine Pulliam, do centro de astrofísica.

O Kepler-438b, que tem um diâmetro 12% maior do que a Terra e 70% de superfície rochosa, está a 470 anos-luz. O Kepler-442b, que é um terço maior do que o planeta azul e 60% rochoso, está a 1100 anos luz. Os cientistas acredita, que as hipóteses do último ser uma zona habitável são de 97%.

Os nomes dos exoplanetas devem-se ao telescópio Kepler. Lançado em 2009, o Kepler, tecnologia de ponta, localizou 160 000 estrelas, o que conduziu aos oito planetas.

É graças aos últimos avanços que a NASA (sigla em inglês, Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) afirma estar «muito próxima em termos tecnológicos e científicos de realmente encontrar outra Terra».