A sonda norte-americana Kepler foi colocada em órbita com sucesso sexta-feira à noite 62 minutos após o seu lançamento da base militar do Cabo Canaveral, na Florida (sudeste), confirmou a Nasa.

A separação do terceiro andar do foguete Delta 2 aconteceu como previsto aos 721,53 quilómetros de altitude, pouco mais de uma hora após o lançamento.

O Kepler foi colocado em órbita heliocêntrica que o faz seguir a Terra em redor do sol.

Nenhuma correcção suplementar de trajectória será necessária, precisou a Nasa.

Este telescópio de 1,03 toneladas está dotado de um espelho principal de 1,4 metros de diâmetro e de uma abertura de 0,95 metros.

O fotómetro, aparelho que serve para medir as grandezas luminosas, está munido de um plano focal com 95 milhões de pixeis que se assume como a maior objectiva fotográfica lançada no espaço pela Nasa.

Este telescópio ultra-sensível às variações luminosas vai fotografar durante pelo menos três anos mais de 100.000 estrelas que se assemelham ao nosso sol, mais quentes ou menos quentes, situadas na região do Cisne e da Lira da Via Láctea.

O telescópio partiu a bordo de um foguetão Delta II. Um dos administradores da agência espacial dos EUA, a NASA, descreve este como um momento único. «Esta missão é histórica. Não é apenas uma missão científica», disse Ed Weiler, citado pela CNN, durante a conferência de imprensa que antecedeu o lançamento.

«Ataca, realmente, algumas questões básicas que fazem parte do nosso código genético desde que o primeiro homem ou mulher olhou para o céu e perguntou: estamos sozinhos?», acrescentou o responsável.

O telescópio espacial Kepler irá monitorizar durante mais de três anos uma zona com 100 mil estrelas na região Cygnus-Lyra da Via Láctea, acompanhado a órbita da Terra em volta do Sol.