Mais de 17 mil pessoas juntaram-se a um estudante de direito austríaco que colocou uma ação judicial contra o Facebook. Em causa estão as as alegadas violações de privacidade efetuadas pela NSA, denunciadas por Edward Snowden, e supostamente permitidas pele rede social.

Max Schrems tem 26 anos e na semana passada apelou aos milhões de utilizadores do Facebook que o seguissem na acção judicial que colocou no Tribunal Comercial de Viena. Segundo a lei austríaca, um grupo de pessoas pode transferir as suas ações para apenas um indivíduo, que neste caso é Max Schrems.

O apelo efetuado revelou-se «gigante, muito maior do que o esperado», disse o jovem à Reuters, acrescentando que a maior parte das pessoas que aderiu é da Europa.

«Os e-mails tem sido realmente positivos e o que é interessante é o facto de muitas pessoas salientarem que finalmente alguém está a fazer alguma coisa nesta direção», afirmou.

O austríaco está a reclamar prejuízos de 500 euros por utilizador. Alega a violação de dados por parte do Facebook que incluí a ajuda à agência governamental dos EUA, NSA, na utilização do programa PRISM, que acedeu aos dados de utilizadores do Facebook e de outros sites.

«Alguns dos que se estão a juntar a esta causa estão a doar dinheiro», disse. «É bom ver que para a maioria das pessoas não é uma questão de ganhar dinheiro, mas sim de avançar na questão».

Max Schrems, que tem já um processo pendente no Tribunal Europeu de Justiça que envolve também a rede social, apela a que os utilizadores se juntem a ele no processo do Tribunal de Viena através da página «fbclaim», onde devem fazer login precisamente com o Facebook.

Até ao momento, a rede social declinou qualquer comentário à Reuters sobre a campanha online e sobre o processo.