A Apple apresentou os novos modelos de smartphone e juntamente desvendou o último grande mistério: o primeio smartwatch da marca. Chama-se Apple Watch, não trás o i tão familiar aos produtos da marca, mas funcionalidades não lhe faltam.

Foram lançados dois tamanhos, um de 38 mm e outro de 42, que vão estar disponíveis em três modelos: o Apple Watch, o Apple Watch Sport e outro banhado a ouro de 18 quilates. O relógio terá seis modelos de pulseiras diferentes cujos materiais variam entre couro, polímero, rede de metal e aço inoxidável.

O Apple Watch pode ser ativado com a voz, vibrar quando receber uma mensagem, medir as distâncias percorridas ou os passos dados, ao longo do dia, e ainda contabilizar o tempo que esteve de pé, sentado ou deitado.

O aparelho tem um conjunto de sensores na parte de trás para medir a frequência cardíaca do utilizador. E a bateria deve ser carregada diariamente por indução, conecta-se à fonte de energia através de um íman como já acontece nos computadores Mac.

Uma das inovações apresentadas por Tim Cook, presidente executivo da Apple, é a possibilidade de dar «toques» («pings») os amigos.





«É o dispositivo mais personalizado que já criámos», disse Tim Cook no momento da apresentação do Apple Watch.

As aplicações surgem no ecrã em formato «bolinhas» e a navegação no menu, assim como o zoom, podem ser feitos com recurso ao ecrã tátil ou através do comum botão de relógio que nos convencionais serve para acertar os ponteiros.

O Apple Watch tem a capacidade para gerar respostas rápidas e recupera o sistema de controlo por voz, Siri, para mandar ou responder a mensagens.





Vale tudo para nunca estar desligado?

Enquanto a Apple se regozija com o lançamento dos novos aparelhos soam já vozes contra o avanço tecnológico em detrimento da privacidade individual.

A revista «Time» afirma mesmo que «quando usamos um smartphone a atenção está inteiramente indivisível». A publicação alerta para o facto do uso destes equipamentos «criarem necessidades que nunca tivemos» que, provavelmente, «era melhor nunca termos».





«O Apple Watch representa um novo mapa onde a tecnologia está num lugar e os nossos corpos noutro. A linha que os separa nunca mais será tão fácil de encontrar», escreve a revista.

Privacidade à parte, existem alguns constrangimentos no uso do relógio da Apple. Não é à prova de água, tem de ser carregado diariamente e só funciona com um smartphone de modelo superior ao iPhone 5 por perto. Não é, por isso, um dispositivo independente.

O equipamento custa 349 dólares (cerca de 270 euros) e estará à venda nos EUA no início de 2015.

Ainda não há previsão da sua chegada ao mercado português. E depois, vai comprar?