As pílulas são proibidas na Polónia, devido a fortes convicções católicas. Jula Gaweda, da organização feminista polaca Feminoteka, aderiu ao protesto coordenado pela Women on Waves - uma organização holandesa conhecida por viajar até países com leis restritas para prestar tratamento gratuito às mulheres.  

“É uma operação simbólica destinada a mostrar que a poucos quilómetros pode existir um abismo em termos de respeito pelos direitos das mulheres”.

O drone foi enviado a partir da cidade de Frankfurt an der Oder, na Alemanha, e aterrou em Slubice, na Polónia.

As pílulas foram fornecidas por uma ginecologista holandesa e a iniciativa foi vigiada pela polícia, para evitar incidentes.

 

Na Polónia, 90% da população identifica-se como católica, sendo que o aborto só é permitido até às 12 semanas de gravidez, em casos de violação ou incesto, ou até 24 semanas, em casos de irreversível malformação dos fetos ou perigo de vida para a mãe.

Após as 24 semanas, a intervenção é concedida unicamente se a mãe correr risco de vida. A pílula do dia seguinte foi autorizada recentemente pelo Governo polaco.