Navios carregados com imigrantes vindos da Síria têm chegado a território italiano. Na origem deste acontecimento estão as redes sociais. Os traficantes administram o fluxo de pessoas através de grupos formados no Facebook. A informação foi revelada, este domingo, pelo jornal italiano «La Repubblica».

A reportagem explica que o primeiro contacto com os responsáveis pelo tráfico humano é feito pelas redes sociais. Através de diferentes grupos formados no Facebook, os autores da notícia, Vittoria Iacovella e Fabio Tonacci, conseguiram estabelecer contacto com centenas de imigrantes. 

Com a ajuda de um tradutor, os jornalistas conseguiram falar com o suposto organizador da imigração clandestina. As embarcações podem partir de Mersin, Turquia, e cada lugar vale 6 mil dólares por pessoa, sendo que as crianças não pagam. O método de pagamento é feito através de um depósito numa agência turca. 

No navio, os lugares para dormir são separados. Existe um espaço para homens e outro para mulheres. A cada passageiro é atribuído um travesseiro e um cobertor. Segundo a mesma fonte, a organização administra os barcos com os quais os imigrantes chegam aos navios, reparte os mantimentos e vende, também, passaportes e documentos. Um passaporte válido para dois anos custa 1.500 dólares, se a validade for de quatro anos o preço é de 1.700 dólares, com a duração de seis anos custa 1.800 dólares. Já um documento de identificação tem o preço de 500 dólares.

Na semana passada, duas embarcações, «Blue Sky» e «Ezadeen», chegaram à costa italiana carregadas de imigrantes, a maioria sírios e iraquianos. A embarcação é abandonada com os imigrantes em águas italianas, sendo que depois estes têm de ser socorridos pelas autoridades do país.