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Novo iPad: a diferença está no super ecrã

Tablet da Apple já pode ser comprado em Portugal. Mas valerá mesmo a pena?

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   |   2012-03-30 15:44

A terceira geração de iPad chegou a Portugal há poucos dias e alguns portugueses já tiveram oportunidade de tocar nos novos dispositivos. Mas será que vale a pena comprar? Será o novo iPad (sim, chama-se mesmo assim) tão diferente do iPad2?

À primeira vista as diferenças são quase inexistentes (a nível externo é idêntico, pesando apenas mais 50 gramas e sendo 6 milímetros mais espesso), mas os pequenos pormenores de reajuste fazem do iPad um tablet mais potente e com o melhor ecrã entre os dispositivos móveis. A grande diferença está claramente na definição e qualidade desse ecrã, que se torna mais evidente à medida que se vai utilizando as várias aplicações. E não só as de imagem, mas também na leitura de textos, nomeadamente livros.

O «retina display» deixa, então, de estar apenas disponível para iPhone 4S para ser disponibilizado no iPad, que apresenta uma resolução de 3,1 milhões de píxeis (quatro vezes mais do que o anterior modelo). Isto faz com que o tablet consiga ter mais resolução nas suas cerca de 10 polegadas (9,7) do que uma televisão de alta definição.

A essência é o ecrã e por isso a empresa americana considera que este novo dispositivo é «resolucionário» (num trocadilho entre resolução e revolucionário). Walter Mossberg, jornalista do Wall Street Journal e um dos maiores especialistas na matéria, não tem dúvidas: «É o melhor ecrã num dispositivo móvel». Resta saber como a concorrência vai reagir, nomeadamente a Amazon (com o novo Kindle Fire de 10 polegadas), a Microsoft (com o Windows 8) e a Google (aguarda-se pelo Android exclusivo para tablet), sendo certo que a «guerra» pela alta resolução está aberta.

Mais valias

A qualidade do ecrã obriga o equipamento a responder também de forma mais eficaz, pelo que a Apple fez evoluir o processador A5 para o A5x. Colocou mais células de bateria para manter as 9/10 horas de autonomia e aumentou a resolução da câmara externa, que permite agora captar fotos de 5 megapíxeis e vídeos de alta definição (1080p).

Ao nível do hardware a última alteração reside na conetividade, mas aqui com algumas limitações. Para já, a Apple só conseguiu fazer com que a tecnologia 4G seja compatível com cinco operadoras nos Estados Unidos e Canadá. Em Portugal passa a estar disponível a 3,5G, mas não ainda a mais avançada, o que deverá acontecer numa evolução futura, com obrigatórias alterações de hardware para a captação das frequências nacionais.

Vale a pena?

Nestes tempos de crise subsiste a dúvida, cada vez mais premente, sobre a real utilidade destes dispositivos. Claro que só estarão acessíveis para uma franja da população, uma vez que a opção mais barata atinge os 479 euros (16 GB Wi-FI) e a mais cara 799 (64 GB Wi-Fi+3,5G), mas para quem está a pensar adquirir um novo computador a pergunta é premente. Desde logo para quem já tem um iPad de gerações anteriores.

Se não tem um iPad ou comprou logo o da primeira geração, pode começar a coçar a cabeça, pois é uma máquina cada vez mais versátil e útil. Muitas pessoas acabam por fazer do iPad a sua principal ferramenta de entretenimento ou mesmo de trabalho. Mas, se tem um iPad2, a opção não será assim tão simples. Claro que o ecrã é muito melhor (mesmo), mas a nível de software (nomeadamente com a introdução do iPhoto) será tudo igual e até a nova câmara fotográfica e de vídeo poderão não justificar a aquisição.

Poderá dizer-se que desta vez os utilizadores do iPad 2 não têm razões para se sentir obsoletos ou ultrapassados. O novo iPad apresenta melhorias, mas é uma espécie de iPad2S, uma evolução e não um revolução.

*O dispositivo de teste foi disponibilizado pela Apple Portugal

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