Está criada a tensão entre o FBI e a Apple, por causa do acesso às comunicações. Os serviços de inteligência norte-americanos, FBI, querem que a empresa de tecnologia Apple lhes dê acesso ao dados no telefone do homem que matou 14 pessoas em São Bernardino, na Califórnia. A ordem para piratear o telefone de Syed Farook foi assinada por um juiz, na terça-feira, de acordo com a Associated Press.

Por seu turno, a Apple já respondeu à polícia norte-americana. O chefe-executivo da empresa, Tim Cook, disse não: “Opomo-nos a esta decisão que tem repercussões que vão muito para além do caso concreto”.

E acrescentou, em comunicado: “O FBI quer fazer uma nova versão do sistema operativo do iPhone, eliminando várias barreiras de segurança, de modo a aplicar num iPhoneque é prova numa investigação. O governo está a pedir à Apple para piratear os seus próprios clientes e que deite por terra os avanços feitos em matéria de segurança para proteger os clientes”, disse Tim Cook, de acordo com a BBC, esta quarta-feira.

Em causa está uma ferramenta de segurança de que os aparelhos da Apple foram munidos após o escândalo Edward Snowden, sobre o acesso às comunicações por parte do governo.

Ora, a empresa de comunicações criou um sistema de encriptação da informação a que só os clientes têm acesso, mediante a sua password. Ao fim de dez tentativas sem acertar na senha, os dados são automaticamente destruídos. O FBI quer que a Apple permita tentativas ilimitadas de acesso aos dados do telefone.

Syed Rizwan Farook e Tashfeen Malik mataram 14 pessoas durante uma festa num centro comunitário, a 2 de dezembro de 2015. O casal acabou por morrer nessa mesma noite, mas as eventuais ligações a células terroristas continuam a ser investigadas.