O CEO da rede social Twitter, Dick Costolo, anunciou, esta quarta-feira, que todas as contas que publiquem imagens, ou vídeos, relacionados com a decapitação de James Foley serão suspensas.





O jornalista norte-americano foi decapitado por apoiantes do Estado Islâmico do Iraque e do Levante, em retaliação aos ataques aéreos dos EUA, e uma gravação do momento foi publicada nas redes sociais pelos seus autores e apoiantes.

O Twitter não quer ser um veículo de propaganda para os militantes do Estado Islâmico e começou a suspender as contas.

Muitos dos apoiantes do homicídio começaram, mesmo, a desligá-las propositadamente, de forma a evitar a suspensão ou por receio de que o Twitter viesse a banir as suas contas da rede social.





Segundo o «Mashable», a suspensão das contas pode não ter a ver «diretamente» com decapitação do jornalista, ou com o repúdio pelo Estado Islâmico, mas simplesmente por se tratar de uma morte, uma vez que as novas regras da rede social, que entraram em vigor na terça-feira, visam a remoção de imagens de pessoas falecidas.

A agência Lusa tinha avançado esta quarta-feira que os familiares diretos e outros indivíduos autorizados podem, a partir de hoje, solicitar a eliminação das imagens e videos das pessoas falecidas, desde que sofram danos críticos nos períodos anteriores ou posteriores ao falecimento», lê-se num comunicado do Twitter, citado pela agência espanhola Efe.

No comunicado, a empresa sublinha que nem sempre responderá às petições de forma positiva, «borrando» o conteúdo, ou seja, distorcendo a imagem ou vídeo do falecido, explicando que na decisão terá em conta fatores de interesse público como a sua eventual relevância informativa.

No entanto, as regras antigas do Twitter já previam a suspensão de contas caso existam ameaças a terceiros, o que também acontece no vídeo, já que o porta-voz do Estado Islâmico ameaça matar outro jornalista, caso Obama não abandone os bombardeamentos da zona.